Capítulo 3

E até que enfim a conversa acaba

Guilherme! Sim, sim. Ele apareceu do nada, como um fantasma. Eu estava dando graças a Deus porquê né, cá pra nós: um guri que você nunca viu na vida de repente começa a te chamar de namorada. Fala sério! Minha vontade era dar uma voadora nele. Mas, enfim, Gui (que isso vey, olha a intimidade) Guilherme veio me chamar porquê uma das minhas amigas queria falar comigo. Detalhe: ele não falou o nome dessa amiga. 

Fomos andando. Cara, andamos pra caramba! E nada. Até que reparei que estávamos no meio de uma das duzentas matas da região. Beleza: estou perdida numa mata com o garoto, O-K. Bem lá no miolo da floresta, me deparei com uma menina. Eu não me lembrava de conhecer aquela menina de lugar nenhum então, perguntei seu nome. ADIVINHA:
Karen
Fala sério! Não é possível que eu finalmente estava conhecendo a minha primeira amiga virtual. Ela era muito bonita mesmo. Ao lado dela tinha um menino. Não sei quem. Mas, pelo visto, os dois eram bem próximos. Eu quis logo ir vê-la e saber como ela era de perto. Conversamos bastante. Mas aí, escureceu. Sim, ficou de noite. Ela e o menino iriam ficar no mesmo quarto que todos nós estávamos na noite passada. Guilherme me levou até onde ficava a casa do acampamento. Chegando na porta, fui recebida por "Core". Logo, tratei de perguntar a ele qual era seu nome. Eu precisava saber o seu nome. Ele me jogou um sorriso do tipo: "Não posso falar.". Achei estranho e olhei pra ele feio. Logo ele me disse seu nome. Juro que eu tinha vontade de desmaiar. Comecei logo a pensar mesmo que aquilo tudo era um sonho. Ele  era o guri que eu era apaixonada desde os 10 anos. Sim, estávamos ali com 16/17 anos e namorando. Eu não contive o sorriso! 
Amora, fala sério. Você jura que não se lembrava de mim?
Eu disse que sim.
Tudo bem.
Então, fomos jantar e ir ao bendito quarto dormir. Chegando lá, comecei a conversar com Guilherme. Dessa vez eu estava na cama dele sentada. Todos do quarto já havia dormido. Aí, perguntei ele sobre tudo que estava acontecendo. Aí ele falou:
Às vezes nós dois nos comunicamos por sonhos. Acredite ou não, Amora: isso tudo é um sonho. Um sonho meu e seu. Não sei se é uma prévia do nosso futuro. Mas tenho certeza de que é um sonho.
Eu fiquei boba. Então, logo perguntei ele se ele sabe o por que de estarmos sonhando com isso.
Eu preciso te ver. Eu preciso de você. Esse sonho é para eu me desculpar. Me desculpar por tudo. Inclusive, por aquele beijo. Você me desculpa?
Eu respondi que nem sabia do que ele estava falando. Mas aí ele começou a contar e eu me lembrei. Não por intencional mas, foi a reação do meu cérebro: me afastei dele. Nisso, uma lágrima caiu de seu rosto e, pela primeira vez eu senti meu coração se despedaçar em 1000 pedaços. Pedi desculpa por ter arredado e logo me agarrei a um abraço dele.
Obrigada, Amorah. Mas, você me desculpa? Por favor, me desculpe por aquilo. Eu tenho certeza de que tenho que lhe pedir desculpas neste sonho. Assim, fora do sonho, poderei lhe dizer o que quero.
Eu disse que desculpava e o abracei mais forte. Logo depois, acordei.

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