New Dream - Pequeno

Colégio 

Eu tinha, aparentemente 15 anos. Estudava num colégio completamente diferente do que eu estou hoje: o uniforme era de uma branco meio manchado; a escola era linda; tinha gente bonita; e, havia uma de minhas amigas junto comigo: Bárbara. Eu estava praticamente do mesmo jeito que estou hoje só que com um corpo mais cuidado e só usava meus óculos dourados dentro de sala ou quando uma pessoa em especial me pedia. 

Eu era incrivelmente mais sociável. Sabia fazer amizades e era tímida de uma maneira menos exagerada. Havia um menino da minha idade. Ele tinha cabelos com cachos grandes e negros, uma pele branca (não como papel, mas branco na medida do possível) e era lindo. Este, por sua vez, estava conversando comigo. Conversávamos como se nos conhecêssemos há tempos. 

De repente, bateu um sinal. Pelo visto, era o sinal que indicava o final do dia escolar. Com isso, ao ir me despedir do menino, ele me puxou e me deu um selinho. Eu fiquei parada, perplexa, e ele saiu andando. Quando passou pelo portão, olhou na minha direção e piscou para mim. Quando caí em si, comecei a andar, ainda distraída, e fui embora. 

Então, acordei.  

Capítulo 3

E até que enfim a conversa acaba

Guilherme! Sim, sim. Ele apareceu do nada, como um fantasma. Eu estava dando graças a Deus porquê né, cá pra nós: um guri que você nunca viu na vida de repente começa a te chamar de namorada. Fala sério! Minha vontade era dar uma voadora nele. Mas, enfim, Gui (que isso vey, olha a intimidade) Guilherme veio me chamar porquê uma das minhas amigas queria falar comigo. Detalhe: ele não falou o nome dessa amiga. 

Fomos andando. Cara, andamos pra caramba! E nada. Até que reparei que estávamos no meio de uma das duzentas matas da região. Beleza: estou perdida numa mata com o garoto, O-K. Bem lá no miolo da floresta, me deparei com uma menina. Eu não me lembrava de conhecer aquela menina de lugar nenhum então, perguntei seu nome. ADIVINHA:
Karen
Fala sério! Não é possível que eu finalmente estava conhecendo a minha primeira amiga virtual. Ela era muito bonita mesmo. Ao lado dela tinha um menino. Não sei quem. Mas, pelo visto, os dois eram bem próximos. Eu quis logo ir vê-la e saber como ela era de perto. Conversamos bastante. Mas aí, escureceu. Sim, ficou de noite. Ela e o menino iriam ficar no mesmo quarto que todos nós estávamos na noite passada. Guilherme me levou até onde ficava a casa do acampamento. Chegando na porta, fui recebida por "Core". Logo, tratei de perguntar a ele qual era seu nome. Eu precisava saber o seu nome. Ele me jogou um sorriso do tipo: "Não posso falar.". Achei estranho e olhei pra ele feio. Logo ele me disse seu nome. Juro que eu tinha vontade de desmaiar. Comecei logo a pensar mesmo que aquilo tudo era um sonho. Ele  era o guri que eu era apaixonada desde os 10 anos. Sim, estávamos ali com 16/17 anos e namorando. Eu não contive o sorriso! 
Amora, fala sério. Você jura que não se lembrava de mim?
Eu disse que sim.
Tudo bem.
Então, fomos jantar e ir ao bendito quarto dormir. Chegando lá, comecei a conversar com Guilherme. Dessa vez eu estava na cama dele sentada. Todos do quarto já havia dormido. Aí, perguntei ele sobre tudo que estava acontecendo. Aí ele falou:
Às vezes nós dois nos comunicamos por sonhos. Acredite ou não, Amora: isso tudo é um sonho. Um sonho meu e seu. Não sei se é uma prévia do nosso futuro. Mas tenho certeza de que é um sonho.
Eu fiquei boba. Então, logo perguntei ele se ele sabe o por que de estarmos sonhando com isso.
Eu preciso te ver. Eu preciso de você. Esse sonho é para eu me desculpar. Me desculpar por tudo. Inclusive, por aquele beijo. Você me desculpa?
Eu respondi que nem sabia do que ele estava falando. Mas aí ele começou a contar e eu me lembrei. Não por intencional mas, foi a reação do meu cérebro: me afastei dele. Nisso, uma lágrima caiu de seu rosto e, pela primeira vez eu senti meu coração se despedaçar em 1000 pedaços. Pedi desculpa por ter arredado e logo me agarrei a um abraço dele.
Obrigada, Amorah. Mas, você me desculpa? Por favor, me desculpe por aquilo. Eu tenho certeza de que tenho que lhe pedir desculpas neste sonho. Assim, fora do sonho, poderei lhe dizer o que quero.
Eu disse que desculpava e o abracei mais forte. Logo depois, acordei.

Capítulo 2

Passeio na floresta
Após terminarmos de comer todo o lanche que havia sobre a toalha do pique-nique, nós seis resolvemos sair em uma espécie de passeio. Queríamos nos conhecer ainda mais já que tudo estava meio confuso. Gabs e Brenda foram conversando na chance de se conhecerem e virarem amigas ou coisa do tipo. Babu foi indo conversando com o namorado dela e dando uns tapas nele por estar olhando umas gurias loirinhas. Eu fui conversando com o guri que estava conversando antes. Não era um tipo normal de conversa... era o tipo de conversa em que a cada 30 minutos um faz uma pergunta e o outro responde com harran ou com hum hum, se é que me entende. 

Ele me perguntou muitas coisas, inclusive sobre quem era o guri que estava sentado ao meu lado, dormindo, na última noite. Eu respondi claramente que era um colega que conheci há muito tempo e nós acabamos dormindo enquanto falávamos via celular. Ele fez uma careta do tipo: "Isso não é normal". Aí, entramos novamente em silêncio absoluto. Com muito medo, resolvi logo perguntar a ele qual era seu nome e onde eu conheci ele. Resposta? Teve. E ela me deixou com mais medo ainda. O apelido dele era Core. Ele falou que ficou surpreso por eu não lembrar seu nome e aí eu disse que eu havia esquecido grande parte das coisas que aconteceram comigo. Então, ele começou a me contar umas coisas um tanto quanto estranhas... do tipo:

Você gostava muito de mim.
Você tinha ciúmes de mim com uma de suas melhores amigas
Nunca gostei tanto de uma pessoa como gostei de você.
Entre outras dezenas de coisas. Eu fiquei realmente boba. Em momento nenhum vinha lapsos na minha mente sobre ele.  Me senti triste por isso. Magoada, até. Então, pedi a ele que me falasse mais do que simples frases... tipo se a gente era colega, amigos, ou se brigamos, sei lá. A única coisa que ele me disse foi:
Há algum tempo atrás, menos de 2 dias, você apenas olharia em meus olhos e me beijaria. A partir disso, acho que já sabes o que eu "sou" de você. 
Fiquei estática, pasma, não sei nem descrever o que senti. Era muito estranho, cara. Eu estava frente a frente com meu suposto namorado e eu não fazia a menor ideia de que ele existia. Isso era estranho, muito estranho. Mas aí, graças a Deus, uma pessoa apareceu para terminar aquele conversa confusa.

continua... 

Capítulo 1

Começando
Eu estava numa casa cheia de outras pessoas aparentemente da mesma idade que eu. Mas, por incrível que pareça, eu não tinha somente 13 anos de idade... parecia ter uns 16 ou 17. Estávamos todos sentados em uma mesa grande e retangular, cheia de cadeiras. Havia mais ou menos umas 12 pessoas: 6 meninos e 6 meninas. De começo, achei muito estranho aquilo tudo mas, por incrível que pareça, parecia que aquilo era uma coisa meio que "comum" entre nós. 

Ao meu lado, havia uma amiga que, estranhamente reconheci como Babu. Ao meu outro lado, um garoto muito bonito que estranhamente, a cada 10 minutos, me beijava na bochecha. E, na minha frente, reconheci uma amiga minha, Gabs, e ao lado dela um menino que o tempo todo sussurrava alguma coisa para ela e em seguida ela respondia com 1 ou mais beijos... o.O

De repente, veio umas moças e começaram a servir um banquete que daria para mais ou menos um batalhão de 100 soldados que acabara de voltar do deserto. E então, o pessoal iria se deliciando com a grande variedade de comida. Ao longo dos bate-papos, pude reconhecer a voz de várias outras pessoas... mas aí, achei uma voz que me chamou mais atenção que as outras: era a voz de Brenda. Ela era a última da mesa, bem longe de mim. Mas, falava tão alto com um garoto, que até no Japão poderia-se ouvir.

Quanto terminaram aquele delicioso jantar, todos nós subimos para um quarto enorme cheio de beliches. Cada um escolheu seu lugar para dormir. Eu dormia na parte mais alta da beliche que ficava ao lado da janela. Gabs dormia na beliche que ficava perto da minha mas com a distância de uns 5 metros. A beliche que Babu dormia era a que ficava perto da porta. A de Brenda era a que ficava perto da minha também, com uns 3 metros ou menos de distância. Dava para conversarmos.

Eu fiquei horas olhando para o teto, deitada, querendo dormir mas não conseguia. Então, sentei me encostada na parede e comecei a mexer no celular - jogando Pou -. Só que, sem eu perceber, outra pessoa, a que dormia na parte de baixo da mesma beliche que eu, também estava acordada. Aí, entrei no What's App e a pessoa que estava acordada me chamou por esse aplicativo.
Amora, posso ficar aí em cima junto com você? 
Eu não sabia quem era mas respondi que sim. A tal pessoa que subiu era um garoto que não reconheci pelo fato de estar escuro de mais. Mandei uma mensagem à ele no What's App falando que a gente só iria conversar pelo aplicativo, para não incomodar quem estivesse dormindo. Ele concordou. Eu sabia que era alguém que me conhecera há muito tempo pois me chamou pelo apelido - Amora -.

Conversamos sobre várias coisas inclusive sobre o jantar. Aí, perguntei, confusa, onde estávamos. Ele disse que estávamos num tipo de acampamento de férias... mas só havia nós naquela parte do acampamento (que era gigantesco). Fiquei tentada a perguntar o nome dele... mas achei que ele achara que eu sabia o nome dele. Seria indelicado eu não me lembrar de uma pessoa que sabe um dos meus apelidos mais antigos.

Conversamos tanto, que comecei a cair no sono. E acho que ele também começou a cair no sono. Dormimos ali, com os celulares nas mãos e encostados na parede gelada do quarto. Pela manhã, quando acordamos (estranhamente na mesma hora), estranhamos. Todos os outros que estavam naquele quarto já haviam levantado, arrumado a cama e ido para algum outro lugar. Então, fizemos o mesmo.

Mas aí, reconheci quem era aquele garoto: Guilherme. Conheci ele há muito tempo mesmo. Ele era namorado de uma ex-amiga minha, a Jovanna. Então, perguntei a ele sobre onde estaria Jovanna e ele me disse que ela havia terminado o namoro e que estava no acampamento juntamente com um tal "primo" dela. E, então, ele me mandou outra mensagem no What's App:
Pensei que você havia se esquecido de mim quando começou a namorar. Você ainda seria minha amiga?
Eu fiquei confusa... como assim "quando começou a namorar"? Eu tinha um namorado? Não estava entendo nada. Mas respondi apenas com um sim meio seco. Ele se foi andando junto com uns garotos amigos dele e eu fiquei com Gabs, Babu e com Brenda. Estranhamente, elas também ficaram meio encucadas quando contei o que acontecera. Aí, me apareceu Jovanna. Ela estava completamente diferente de quando eu conheci ela: estava com um corte de cabelo um tanto quanto diferente, bem parecido com esta bonequinha. Só que menos brilhante e com cores foscas. Ela estava totalmente gótica! Ela veio conversar comigo sobre que viu eu e Guilherme conversando pelo What's App a noite inteira e que seu ela contasse isso para uma pessoa, eu estaria ferrada. Não entendi pelo simples fato de ela não ter citado nomes. o.O

Tomamos café-da-manhã e fomos dar um passeio pelo acampamento. Brenda parecia uma garota que não calava a boca nem por reza feat. macumba. Babu foi andando e conversando com o namorado dela. Gabs também foi andando e conversando com o guri que ela beijava na noite do jantar (o.O). Eu fui andando sozinha, tentando entender melhor as coisas. Aí, me deparei com o guri que me havia me dado vários beijos na bochecha na noite do jantar. Eu não conseguia me lembrar o nome dele mas, fomos conversamos mesmo assim. Percebi que era o tipo de pessoa que se interessa muito por informática e coisas que tem haver com computadores e outros blá blá blás. Achei interessante aquele papo!

Olhei para meu celular e me deparei que já eram 16 horas. Resolvemos então, sentar em baixo de árvores para uma espécie de pique-nique. Alguns ia buscar comida e os que ficaram iria ajeitar as toalhas e etc. Cada toalha cabia em torno de 6 pessoas, então, na toalha em que eu estava tinha: eu, Gabs, Babu, Brenda, o namorado de Babu e o guri que estava conversando comigo.

... continua